Era numa dessas minhas andanças por aí. Nessas esperas de salão de beleza, sabe? Ele chegou com um "oi, deusa!". Ele, senhor. Ela, senhora. Não importava a idade que seu rosto estampava, para ele o tempo nada mudara. Muitas gurias se enfeitando, escova, cachos, tranças. O que importava, todavia, era ela, pois a olhara como se fosse a única ali presente. "O meu cabelo está bom?" - ela perguntou. E ele respondeu, sem mais nem menos com um: "você sabe que está sempre linda". Pronto, havia ganhado o meu dia: mais alguém que prova que o amor existe. E mais alguém prova que cada fase da vida tem a sua beleza, não existem nem nunca existiram padrões.
Descrições são sempre difíceis porque, por mais que você descreva de uma forma, há várias possibilidades de interpretações. Não entendam, no entanto, as postagens deste blog como opiniões imutáveis, mas sim como ideias que querem apenas um lugar para serem expressadas. Até porque é através das ideias que se começa a construir o mundo, ao meu ver.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Bem vinda, maioridade!
Ontem foi apenas um dia comum para a maioria das pessoas. Seis de janeiro de dois mil e treze: 18 anos de vida e, eu, como aniversariante, não poderia deixar de considerá-lo muito especial. Quando eu digo tem uns que não acreditam e às vezes eu até levo pro lado pessoal quando dizem: nossa, pensei que era 15 (ou menos!). Mas tudo bem, é divertido e até interessante, porque nem mesmo eu acredito que esse dia chegou. Acho que tal como acontecera com o imperador Dom Pedro II, a vida me deu uma espécie de golpe da maioridade: exigiu que eu tivesse muita responsabilidade mais cedo. Claro que na verdade foi uma escolha minha, de acordo com os objetivos que tracei na vida. Todavia, é algo que vem de berço: não é porque é "de maior" que não precisa dar satisfação aos pais e que pode se dizer independente.
Não sei, parece que vai demorar um pouco pra cair a ficha, se é que me entende. Alguns vão dizer: é só mais um ano. Não, não é "só" mais um. É um início, é uma renovação. Eu prefiro pensar nas coisas dessa forma, pra dar mais emoção mesmo, sabe? Pra sonhar mais, pra viver mais. A graça é a gente quem faz, o roteiro é a gente quem escreve. Seria mais fácil pensar que os dias simplesmente passam, e que temos que trabalhar até morrer ou fazer farra até cansar. Nem tanto ao céu nem tanto à terra. Seguir com honestidade e tentar ser a cada dia o melhor que podemos ser. É isso, e fazer as pessoas que nos amam se sentirem especiais.
Sinto-me...com aquele friozinho na barriga. Aquele ar de futuro, de esperança, de vida. Que coisa mais boa, de fato cada fase da vida tem a sua beleza. Bem vinda, maioridade!
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Um momento, por favor.
Quatro horas da manhã, aquele vira pra um lado, vira pra outro e o sono não vem. Não sei, tenho algo com a noite que ainda não descobri. Mas quem nunca teve insônia na vida que me dê a receita. O silêncio, o barulhinho do relógio e dos grilos lá fora. Agora talvez você deva estar pensando porque eu escrevo essas coisas, talvez para você tão simples e tão, tão...sem graça. Pois é, meu caro, o que ocorre é que a vida não se faz só de grandes acontecimentos. Até porque se assim fosse, não poderíamos chamá-los de grandes: seriam rotina. Alguém já deve ter lhe falado que a vida é feita de momentos. Ora tristes, ora felizes: momentos. Eu sugiro que os coloquemos na balança: saibamos tirar as lições de cada um e fazer de tudo para que o lado feliz pese mais. Neste momento? Sono. Condição necessária para nosso corpo e mente. Quando eu acordar quem sabe tudo se ajeite, eu juro que vou me esforçar pra que o lado feliz pese mais e espero que você faça o mesmo.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Deixa fluir!
Confesso que fazia tempo, muito tempo...que eu não dormia com um livro aberto em meu peito. Aquele ler sem compromisso, que te desliga por alguns instantes da vida real, que te faz olhar as coisas de outro ângulo (melhor, diga-se de passagem). "Se é tão bom por que dormiste?"(tu me perguntas). E eu replico, caro leitor: quando te sentes seguro, em aconchego, tu não dormes? Embora em uma outra dimensão- aquela em que o livro me colocara- eu me sentia mais em casa do que nunca.
"Ser como o rio que flui". Belo título, de Paulo Coelho. Tanta coisa me passara pela mente lendo suas palavras, mas gostaria de ressaltar aqui a história do lápis. Aprendi que há cinco qualidades no lápis que fariam uma pessoa ser em paz com o mundo. Não se deve esquecer que há uma mão que o guia; que o apontador o faz sofrer, mas o torna mais afiado; que uma borracha pode apagar o que está errado; que a forma exterior não importa, mas sim o grafite que está dentro; que ele deixa marcas. Resolvi deixar esta marquinha aqui hoje, como me ajudou pode ajudar outras pessoas também. Foi uma boa história para embalar meu sono. Que consigamos ser, então, como o lápis, cuidando de nossas ações e sendo- por que não?- como um rio que flui.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Pra quem escreve...
Lanço o olhar sobre esta coxilha
Confesso as lágrimas ao sol poente
Choro a dor que sofre esta minha gente
Ao sabor do amargo com maçanilha
Só entende quem sabe que a estrada é dura
Talvez cedo ou tarde se revele a cura
Ao queimar do sol ou arrepiar da neve
Pois pra quem escreve o mal não se atreve
Endireito os ombros, sigo com postura
Ora em poesia, ora em prosa pura
E qualquer tristeza a água levará embora
Na chuva que a vida e os campos sempre revigora.
Confesso as lágrimas ao sol poente
Choro a dor que sofre esta minha gente
Ao sabor do amargo com maçanilha
Só entende quem sabe que a estrada é dura
Talvez cedo ou tarde se revele a cura
Ao queimar do sol ou arrepiar da neve
Pois pra quem escreve o mal não se atreve
Endireito os ombros, sigo com postura
Ora em poesia, ora em prosa pura
E qualquer tristeza a água levará embora
Na chuva que a vida e os campos sempre revigora.
Ah, terra amada!
E nesta terra de encantos mil
Corre em mim o sangue da esperança
Que o coração bombeia a herança
Do povo e Sul do Brasil
O sonho de criança ainda está de pé
A prenda sustenta a bravura
Dos pais leva a ternura
Eleva em prece toda a sua fé
Por este Rio Grande de minh'alma viajo
Seja fim de tarde, seja madrugada
Pois quem bebe água da fonte na lenda que guardo
Retorna ao som da passarada pro aconchego da terra amada.
Corre em mim o sangue da esperança
Que o coração bombeia a herança
Do povo e Sul do Brasil
O sonho de criança ainda está de pé
A prenda sustenta a bravura
Dos pais leva a ternura
Eleva em prece toda a sua fé
Por este Rio Grande de minh'alma viajo
Seja fim de tarde, seja madrugada
Pois quem bebe água da fonte na lenda que guardo
Retorna ao som da passarada pro aconchego da terra amada.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Linda falta!
Miss Rio Grande do Sul vence no último sábado. Linda, linda mesmo. "Miss". Do inglês "achar falta de". Pois eu digo que acho falta, muita falta. Mobilizar todo esse dinheiro, esse concurso...pois é, quase cem por cento em função do corpo. É isso que o ser humano insiste em valorizar mais, é isso aí. Temos que sentir orgulho de nós mesmos, torcendo para mulheres de biquíni, esquecendo do orgulho muito maior que devíamos estar lutando para manter ou conseguir. Deveríamos estar torcendo para milhares de pessoas que nada tem pra vestir, pra comer ou manter seu corpo literalmente. Pessoas que padecem, morrem, choram de dor. Devíamos estar torcendo um pouco mais para nós mesmos, para aquelas pessoas que nos querem bem. Infelizmente esses valores vão sendo deixados de lado, e é o corpo que prevalece. Devíamos querer ver os rostos bonitos daqueles que precisam da nossa força, e que sorriem quando a recebem. É disso que deveríamos nos orgulhar. É para isso que devemos torcer. No entanto, como dito no filme "Darwin, a origem das espécies", "a natureza seleciona pela sobrevivência;o homem, pela aparência". Mas um dia a gente chega lá, eu espero. Ei, Brasil, Ei, Universo! Miss. Falta, muita falta.
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