Descrições são sempre difíceis porque, por mais que você descreva de uma forma, há várias possibilidades de interpretações. Não entendam, no entanto, as postagens deste blog como opiniões imutáveis, mas sim como ideias que querem apenas um lugar para serem expressadas. Até porque é através das ideias que se começa a construir o mundo, ao meu ver.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Linda falta!
Miss Rio Grande do Sul vence no último sábado. Linda, linda mesmo. "Miss". Do inglês "achar falta de". Pois eu digo que acho falta, muita falta. Mobilizar todo esse dinheiro, esse concurso...pois é, quase cem por cento em função do corpo. É isso que o ser humano insiste em valorizar mais, é isso aí. Temos que sentir orgulho de nós mesmos, torcendo para mulheres de biquíni, esquecendo do orgulho muito maior que devíamos estar lutando para manter ou conseguir. Deveríamos estar torcendo para milhares de pessoas que nada tem pra vestir, pra comer ou manter seu corpo literalmente. Pessoas que padecem, morrem, choram de dor. Devíamos estar torcendo um pouco mais para nós mesmos, para aquelas pessoas que nos querem bem. Infelizmente esses valores vão sendo deixados de lado, e é o corpo que prevalece. Devíamos querer ver os rostos bonitos daqueles que precisam da nossa força, e que sorriem quando a recebem. É disso que deveríamos nos orgulhar. É para isso que devemos torcer. No entanto, como dito no filme "Darwin, a origem das espécies", "a natureza seleciona pela sobrevivência;o homem, pela aparência". Mas um dia a gente chega lá, eu espero. Ei, Brasil, Ei, Universo! Miss. Falta, muita falta.
sábado, 1 de setembro de 2012
Para o tempo.
Pare, tempo, pare! Deixe eu curtir mais este momento, eu quero a impressão de que as horas boas duram mais. Onde vai com tanta pressa? Assim não consigo acompanhar você. Calma, tempo, calma. Eu digo que estou correndo, mas não estou contra você, tempo, eu juro. Eu só peço que me espere. Deixe, tempo, deixe. Deixe eu brincar mais um pouco, o dever de casa já ficará pronto. Espere, tempo, espere, Preciso dormir mais cinco minutos, eu já vou levantar. Não leve, tempo, não leve. Não leve estes que tanto amo. Prolongue, tempo, prolongue. Prolongue o tempo deste beijo, deste abraço. Eu já vou, tempo, eu já vou. Já vou decidir o que quero seguir na vida. Deixe, tempo, deixe. Deixe eu estudar mais um pouco, estou quase pronta para esta prova. Leve-me, tempo, me leve. Leve-me para um lugar bom, para o lugar dos meus sonhos. Aumente, tempo, aumente. Aumente a duração desse final de semana. Por que tanta velocidade? Eu quero dizer que tenho tempo, o tempo que eu quiser. Eu sei que não é assim, tempo, eu sei. Mas então não pare, tempo, não pare. Eu quero mais história para escrever, quero mais vida para contar. Eu quero essa sua energia, tempo, incessante. Pare, tempo, mas não me pare, espere aí, eu vou com você!
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Ora, pombas!
Era mais um sábado qualquer, aparentemente um sábado vazio. Mas a poesia estava comigo naquele ar de fins de inverno. Ilustre Mário Quintana me veio à mente: "Todos esses que aí estão, atravancando o meu caminho, eles passarão... eu passarinho!". Pois eu passava mesmo pela rua, e algumas pombas na calçada divertiam-se com migalhas no chão. Atravessei o território alheio, mas uma surpresa: as pombas não voaram! Algo que me intrigou muito. Mês atrás eu tentava tirar discretamente uma foto de uma pomba, a uma boa distância, e fracassava num súbito voo. Já estava prestes a atravessar a rua, mas dei meia volta para passar novamente entre aqueles tão graciosos animais. Surpresa mesmo, estavam calmas como o vento. Minha presença era como se não existisse.
Confesso que nunca entendi muito bem a essência daqueles versos. Alguém muito especial me disse uma vez que eles continham um "eu passarei rindo". Exatamente o que eu fiz, passei rindo. Rindo para mim, claro. Um riso interior, tão bom para a alma. E o que era um sábado vazio, transbordou nessas pequenas palavras. E aqueles que estivessem atravancando o meu caminho, azar o deles. Façamos como as pombas, mantendo o instinto de segurança, mas também lembrando que às vezes o que precisamos fazer é simplesmente não deixar que certas coisas nos desviem dos nossos objetivos. E passaremos rindo!
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Top oito ou oitenta!
Não gosto de top's 10. São tão limitantes e subjetivos. Cada um tem o seu, não é regra geral. Mas a mídia insiste em selecionar os melhores. Pode ser que sejam, realmente, os melhores. Mas para você ou para mim, naquele momento, naquele contexto e estação do ano. Posso fazer um top 10 de músicas quando estou triste, outro quando estou com sono, outro quando estou explodindo de felicidade e outro quando sinto aquela nostalgia de fim de ano. Podemos fazer um top 10 com os melhores jogadores do ano, e depois marcar um joguinho com o pessoal aqui da rua para ver se um jogador de final de semana não se sai muito melhor.
Que mania é essa de classificar? Existem mil e um critérios que podem ser usados e, por mais que você escolha um, sempre será subjetivo. Sempre alguém não irá concordar. E nós não saberemos se não foram feitos intencionalmente. Num país onde houve censura, fica o alerta. Nem top 10, nem 50 nem 100. É mesmo oito ou oitenta. Pois é, sociedade, será que é pedir demais valorizar a todos e a tudo do mesmo modo? Não é pedir para gostar das mesmas coisas, é só um pedido de mais irmandade. Isso sim, seria 10!
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Para (re)tornar.
Sabe quando você tem o costume de escrever, está frequentemente martelando ideias na sua mente, fica um tempo sem fazê-lo e dá aquele branco quando toma a iniciativa? É mais ou menos isso que aconteceu hoje. Tantos assuntos sobre os quais poderia escrever, mas a situação estava mais próxima de um "jogo de sério" com a página em branco. E não mais que de repente, esse torna-se o tema da postagem. Que círculo vicioso, voltar para onde se começou. Não é uma regra, mas pode perceber que quando uma coisa não está concluída, voltas até podem ser dadas, outras situações até podem nos distrair, mas retornamos ao mesmo ponto. E interessante é como tudo está interligado. Você pensa em algo que tem a ver com outro, que lembra aquela pessoa que é parente de outra, que conhece o fulano que viajou para um lugar e comprou tal coisa que combina com o primeiro algo.
E você rodou o pensamento para retornar. Retornar. Isso me lembra de uma frase que alguém uma vez disse: a vida é uma volta para casa. Confesso que não sei exatamente o que isso quer dizer, mas é bonito, porque faz refletir. E no final das contas, acabamos retornando mesmo, bem que eu lhe disse. Aqui estou eu, em casa, ou melhor, de volta a minha casa, de férias das aulas. E talvez aquela preguiça boa das férias tenha dissipado um pouco as ideias. Ou sido um bom motivo para preencher um bom espaço em branco e falar para vocês que é sempre muito bom concluir, a fim de que não voltemos ao mesmo ponto de sempre. A fim de que, ao invés de rebater a mesma tecla, possamos dar a volta por cima e ir para a próxima. Então, até a próxima, que desse assunto eu já cansei.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Entre goles de café
Meu paladar apreciava o sabor inconfundível do café. Meus olhos apreciavam o ambiente ao meu entorno. E meus ouvidos escutavam aqueles ruídos. Não, não eram batidas de pés de crianças correndo no chão. Não eram risadas de adolescentes em seus ataques de loucura. Não era o colégio. Eram passos apressados de pessoas carregadas de livros. Barulho do sapato emborrachado de professores bem apresentados, com gel no cabelo e pasta na mão. "Tac-tac" do salto daquelas mulheres finas e elegantes. Aquelas pessoas trajadas em branco trocando palavras rápidas no celular.
Entre goles de café, meu pensamento também apreciava algo. Mas a escolha. "Rumo a Pelotas!"- muitos me diziam quando passei no vestibular. "O quê? Pelotas? Nããão, faz cursinho, Santa Maria é tão mais perto de Cruz Alta, ano que vem tu passas na federal. Claro, a vaga de Medicina conquistada com muito estudo só iria para o lixo. Mas isso era detalhe, para quem não sabia o que havia sido percorrido nesse caminho. "Ah, 17 anos. Nem sabe o que quer da vida." Pelotas, cursinho, Pelotas, cursinho. Cursinho? Isso mesmo, Pelotas! Ah, Pelotas. Agora eu agradeço o incentivo de quem me disse sim!
Quem lê, pensa: coloque um título mais claro para o assunto. Café. Acorde ! Acoooorde ! Sair do estado de desânimo, ganhar energia, vida. Eu saí. Eu acordei para a vida. Entre um gole e outro, eu acordei. E percebi que era hora de voltar pro "apê", muito estudo para ser concluído. Afinal eu estava na universidade. Aliás, estou. Afinal, fiz uma escolha.Vida nova, Medicina. Pelotas. Universidade . Universidade Católica de Pelotas.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Essas manias que temos...
...de exaltar tudo que nos diz respeito! Por que tem que ser do nosso jeito? Que teimosia de pensar que estamos certos sempre. Que nosso esforço é o maior, que nosso sofrimento é o maior, que nosso trabalho é o melhor, que nosso curso é o melhor, que nossa cultura é a melhor, que nossos gostos são o que fazem sentido. E que pena quase não perceber que em cada detalhe da nossa vida existe um pouquinho do outro, que ninguém é mais importante que ninguém, que ninguém sabe mais que ninguém. Que somos extremamente dependentes.Que somos apenas seres humanos.
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